Os modelos tridimensionais em alta resolução e a análise das imagens foram feitos pela equipe do Dr. Bradley Jolliff, da Universidade de Washington, e publicados na Nature Geoscience. A conclusão é que a estranha localização e a composição da lava no local mudam a história térmica da Lua.
Normalmente, vulcões lunares apresentam uma inclinação de 7º, mas estes possuem declives de até 25º. Isso sugere que eles foram formados por uma lava muito mais viscosa, de sílica. O problema? É que esta lava é muito rara na Lua: quase todo vulcanismo na Lua é basáltico ao invés de rico em minerais com ferro e magnésio, ao invés de silícios e alumínio.
Lua e Terra
Acredita-se que a Lua foi criada a 4,5 bilhões de anos, quando um corpo do tamanho de Marte se chocou com a Terra. Apesar de originada de material do nosso planeta, o vulcanismo lunar é muito diferente do terrestre.
A Lua é um pequeno corpo que resfriou rapidamente, para os padrões astronômicos, e nunca desenvolveu placas tectônicas rochosas, como a Terra (um grande corpo que resfriou lentamente). Ela era originalmente um mundo coberto de rocha derretida que formava um oceano de 400 km de profundidade.
Lentamente, os minerais mais leves cristalizaram no topo, enquanto minerais como sódio e magnésio afundaram, formando a parte superior do manto lunar. Após a diferenciação de crosta e manto, entre 3 bilhões e 4 bilhões de anos, houve uma onda de atividade vulcânica e lava basáltica foi expelida para a superfície.
Um dos mistérios do vulcanismo lunar é justamente a distribuição desigual desses fluxos basálticos. Aproximadamente um terço do lado “próximo” da lua (voltado para a Terra) é coberto por ele, mas o lado “escuro” há muito menos. A descoberta dos novos vulcões é, portanto, apenas mais uma das perguntas ainda sem resposta.
[Fonte: Info Ciência]

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