sábado, 29 de outubro de 2011

Éris é o planeta anão gêmeo de Plutão

  Localizado nas regiões mais remotas do sistema solar, a 5,7 bilhões de km do Sol (ou três vezes a distância de Plutão para o astro), este corpo foi o grande responsável pelo rebaixamento de Plutão à categoria de planeta-anão.

Utilizando telescópios em Terra, uma equipe internacional de cientistas conseguiu medir, pela primeira vez, o diâmetro exato de Eris e suas características. A medição foi realizada quando o corpo passou em frente a uma estrela distante, criando uma sombra na frente do astro.
Embora o evento tenha acontecido em novembro de 2010, somente agora, um ano depois, os resultados analisados foram publicados na revista Nature.
Cara de um...
O Eris foi identificado em 2005 e sua descoberta foi um dos fatores que levou à criação de uma nova classe de objetos chamados planetas-anões. Consequentemente, o achado obrigou os astrônomos a reclassificar Plutão em 2006, rebaixando-o da categoria de “planeta”.
Observações anteriores sugeriam que o Eris era 25% maior que Plutão, porém os novos dados revelam que ambos possuem quase o mesmo tamanho: o primeiro tem 2326 km e o segundo, entre 2.300 km e 2.400 km. As dúvidas em relação ao tamanho de Plutão se dão pela presença de uma atmosfera, que confunde os limites da borda do planeta.
Embora de tamanho quase idêntico, o Eris é 27% mais pesado do que seu “gêmeo” e, portanto, mais denso: com 2,52 gramas por cm3, tudo indica que se trate de um corpo rochoso. Outros dados das observações revelam que ele é coberto com um manto fino de gelo, rico em nitrogênio e metano congelado, com um milímetro de espessura. A temperatura é de -238o C na face voltada para o Sol.
A presença dessa camada de gelo que faz o Eris refletir 96% da luz, sendo um dos objetos mais refletores do Sistema Solar, ao lado da gelada de Saturno, Enceladus.
[Fonte:Info]
  O 2005 YU55 estará, em seu ponto de aproximação, no dia 8 de novembro, a 324 mil km da Terra – ou 85% da distância até a Lua. A última vez que uma rocha desse tamanho chegou tão perto do planeta foi em 1976, e a próxima passagem de um asteroide tão próximo e tão grande será em 2028.
  Esta também é a menor distância que o 2005 YU55 já chegou do nosso planeta nos últimos 200 anos (ele tem uma trajetória bastante estudada e passa próximo à Terra, Marte e Vênus). Apesar disso, a Nasa garante que não haverá nenhum problema com a passagem: a força gravitacional do asteroide não terá efeitos detectáveis em nós, nos mares ou placas tectônicas do planeta.
  Ao invés de representar perigo, o asteroide é uma grande oportunidade de estudo. Pesquisadores se preparam para usar as antenas de 70 metros da rede Deep Space em Goldstone, Califórnia.
  Com ondas de rádio, o equipamento começará a rastrear o objeto na manhã do dia 4 de novembro, durante duas horas. Depois, o monitoramento continua com 4 horas de observações diárias entre 6 e 10 de novembro.
  No dia 8 de novembro, a aproximação máxima do asteroide, um novo equipamento começará a coletar dados sobre o corpo: o Arecibo Planetary Radar Facility, em Porto Rico.  O objetivo é conseguir, com as ondas de rádio, obter imagens com resolução de 2 metros por pixel.
  A Nasa recomenda que astrônomos amadores usem telescópios com abertura de no mínimo 15 cm. A aproximação maxima será às 15h28 PST (10h28, horário de Brasília).
  As fontes fazem parte do segundo catálogo liberado pela equipe do Telescópio Fermi, equipamento que vasculha o céu a cada três horas e detecta raios-gama. Das 1873 fontes encontradas, 600 são um mistério completo: ninguém sabe o que são.

  Isso significa que, ao olhar na direção de origem dos raios, o telescópio não conseguiu encontrar nada capaz de produzi-los.
  Os raios gama estão relacionados a eventos violentos. Eles são formas de luz super energizadas, produzidas por fontes como buracos-negros ou grandes supernovas (estrelas gigantes que explodem). Justamente por produzirem tanta energia, os raios gama fazem com que as lentes e espelhos dos telescópios não funcionem direito, dificultando a localização de sua origem exata.
  Como, do total de fontes, 1/3 não foi localizada, os cientistas elaboraram algumas possíveis explicações. A primeira, e mais óbvia, é a de que se trate de objetos conhecidos, porém não localizados – somo supernovas ou sistemas binários.
  Oura explicação seria a existência de aglomerados de galáxias colidindo, gerando choques que acelerariam as partículas; ainda é possível que se trate de algum fenômeno novo, desconhecido.
  Porém, devido ao grande número de fontes misteriosas (600!), os pesquisadores imaginam que esta pode ser a primeira evidência direta de matéria escura.  Cerca de 85% da massa gravitacional do Universo é matéria escura, sendo que aquilo que vemos (planetas, estrelas, etc) forma o resto.
  Sabe-se que a matéria escura existe porque ela exerce gravidade em outros corpos, mas ela não pode ser detectada de nenhuma outra forma. Ela não brilha – não emite ou reflete luz. Telescópios visíveis ou de rádio não podem detectá-la – porém existe a suspeita de que elas possam emitir raios gama.
  Alguns pesquisadores acreditam que a colisão de antipartículas de matéria escura produz esses raios. Se isso for verdade, algumas das fontes misteriosas poderiam ser grandes nuvens de matéria escura. Mas ainda é preciso mais dados do Fermi para poder afirmar, ou descartar, a detecção de uma substância tão misteriosa.

domingo, 9 de outubro de 2011

Estrela tem raios gama de 100 bilhões de eV


Astrônomos detectaram uma quantidade inédito de raios gama sendo emitida de uma das mais estudadas estrelas do céu: 100 bilhões de elétron-volts (eV).
A nebulosa Caranguejo, a 6.500 anos-luz da Terra, é um grande aglomerado de gás que se estende por mais de 10 anos-luz. Em seu centro está um pulsar, uma estrela de nêutrons que morreu e liberou.
Este pulsar gira muito rápido, mais de 30 vezes por segundo, e, embora seja milhares de vezes menor do que o Sol, possui cerca de 100 mil vezes a sua massa. A densidade, o giro rápido e o forte magnetismo desses corpos faz com que liberem grandes quantidades de raios-gama - uma forma de radiação eletromagnética de grande energia.
Tais raios possuem energia variando de um milhão a muitos trilhões de elétron volts. Para efeito de comparação, a energia da luz visível é de um elétron volt. Nunca havia se detectado em um pulsar raios com mais energia do que 25 bilhões de elétron volts – até agora. O que os pesquisadores da IowaState University, nos Estados Unidos, encontraram, foram raios ultrapassando 100 bilhões.
Em um estudo publicado na Science, eles explicam como usaram o conjunto de telescópios Very Energetic Radiation Imaging (VERITAS), no Arizona, para realizar as medições. Como a quantidade de energia nos raios gama detectada pelos 350 espelhos do instrumento é muito alta, os pesquisadores precisam agora entender o porquê isso acontece.
Compreender melhor os raios gama permitiria explorar com telescópios regiões distantes do espaço, buscando até evidências de matéria escura e determinando quanta radiação eletromagnética o universo produziu.

[Fonte: Info]